Amilcar De Castro

Paraisópolis, MG, 1920 - Belo Horizonte, MG, 2002


Considerado um dos maiores artistas do Brasil, Amilcar de Castro foi um dos líderes do movimento neo-concretista, sendo signatário do Manifesto Neo-Concreto junto com artistas como Lygia Pape, Lygia Clark, Franz Weissman e outros.  Este grupo manifestava-se contra ortodoxias construtivistas e o dogmatismo geométrico da época, procuravam novos caminhos defendendo a liberdade de experimentação, sugerindo que a arte não é mero objeto, possui sensibilidade, subjetividade e vai além do geometrismo puro.


No final da década de 60 (1968),  Amilcar se mudou para os Estados Unidos através de recursos do prêmio obtido no Salão Nacional e da bolsa da Fundação Guggenheim.  Com a sua transferência, uma nova fase marca seu trabalho. Substituí o ferro e começa a desenvolver esculturas compostas de  planos unificados não mais pela dobra, mas por anéis que enlaçam chapas de aço inoxidável. Como Amilcar declarou então,  "tenta experiências, em que o espaço se realiza por movimento, na surpresa do equilíbrio".


Suas esculturas carregam uma tentativa de renovação da linguagem geométrica. Feitas em material rígido como ferro e aço, sua série de esculturas conhecida como Corte o Dobra evidenciam o trabalho despendido na confecção do objeto. Do embate entre o ato do artista, que busca traços precisos, e a material resistente, nasce uma obra, fruto do esforço construtivo e de emoção. Nas palavras de Castro: "Arte sem emoção e precária."