Julio Plaza

Madrid,1938 - São Paulo, 2003.


Julio Plaza é um artista que vinculou sua produção à pesquisa e à reflexão, sua obra questiona os meios, o processo, a produção, o mercado, a autoria, a crítica, a instituição e tudo o que envolve a arte e a cultura no contexto em que se realizam.


Desembarcou no Brasil pela primeira vez em 1967, para a IX Bienal de São Paulo e permaneceu no Rio de Janeiro até 1969, na ESDI. O primeiro contato de Julio Plaza no Brasil foi com os poetas concretos: Haroldo de Campo, Décio Pignatari e, Augusto de Campos com quem realizou os livros de artista Poemóbiles, Caixa Preta e Re-Duchamp. Organizou diversas exposições: Mail Art da XVI Bienal Internacional de SP em 1973; Arte pelo Telefone: Videotexto, MIS eXVII Bienal, 1982, SP; Exposições de holografia - Mostra Arte e Tecnologia, MAC USP; Triluz, 1986, MIS e Idehologia,1987, MAC USP. No final dos anos 1980 Julio dedicou-se às publicações teóricas: Videografia em Videotexto, Tradução Intersemiótica, A Imagem Digital: Crise dos Sistemas de Representação e Os Processos Criativos com os Meios Eletrônicos: Poéticas Digitais, com Mônica Tavares. 


Criador radical, com uma pesquisa de forte caráter conceitual e de uma abordagem semiótica da arte, um artista de ideias que deixou sua marca com o conjunto de sua obra, em suas investigações no campo da arte e tecnologia e nas gerações de artistas que influenciou em suas atividades didáticas no Aster, ECA-USP, FAAP, PUC-SP e UNICAMP.