áporo

Mariana Serri

17 de maio até 15 de junho de 2013
Sala 1 / Rua Jerônimo da Veiga, 131 Itaim Bibi

Abertura: 

16 de maio, às 19h


Horário de Funcionamento:

de segunda a sexta, das 10h30 às 19h e sábado das 11h às 16h 


ÁPORO

      CarlosDrummond de Andrade

Um inseto cava
cava sem alarme
perfurando a terra
sem achar escape.

Que fazer, exausto,
em país bloqueado,
enlace de noite
raiz e minério?

Eis que o labirinto
(oh razão, mistério)
presto se desata:

em verde, sozinha,
antieuclidiana,
uma orquídea forma-se.


A partir de 16 de Maio, a galeria Marilia Razuk apresenta a exposição “Áporo”,com aproximadamente 25 pinturas entre telas grandes, telas pequenas e trabalhos em papel. Nesta mostra, que ocupará as duas salas da Galeria, a artista continua com  sua pesquisa na  construção da espacialidade da tela com planos de cor. São pinturas reflexivas em relação à cor e ao desenho.


SegundoFernanda Lopes, Mariana Serri compõe lugares imaginários; lugares que à primeira vista parecem paisagens, mas que não são representações da natureza ou da cultura. São superfícies de cor que formam uma paisagem-coisa: cores nos lugares certos mas que em verdade não representam esses lugares: o azul não é o do céu, o verde não é o da grama e os brancos – fortemente presentes – aparecem em formas que se assemelham a arquitetura. Mais do que paisagens, esses trabalhos são investigações de pinturas e a estruturação do plano pictórico.


Mesmo nos seus trabalhos mais figurativos, o uso de cores intensas nos aponta para um mundo irreal, que, nas palavras de Taisa Palhares, parecem ser retenções daqueles momentos quando experimentamos a pausa do tempo e do espaço, como um corte transversal na superfície do mundo.


Áporo, vocábulo de origem grega, apresenta acepções tão díspares quanto 1. um problema insolúvel; situação sem saída; 2.uma espécie de inseto que cava a terra; e 3. uma orquídea verde (DicionárioCaldas Aulete). Mariana assume essa multiplicidade e apresenta uma  série de obras feitas em homenagem ao poema de Carlos Drummond de Andrade, e a esse próprio vocábulo e a dimensão por ele criada com seus três significados.


MARIANA SERRI (1982, Belo Horizonte, MG) 

Artista plástica formada pela FAAP – Fundação Armando AlvaresPenteado, em 2005. Dentre suas principais exposições está a individual we live on a mountain na Galeria Virgilio (2010), e as coletivas Brazilian Modern: Icons and Innovation, na Ampersand House and Gallery em Bruxelas, Bélgica(2012); Além da Forma, com curadoria de Cauê Alves noInstituto Figueiredo Ferraz (2012); OsPrimeiros dez anos, no Instituto Tomie Ohtake (2012); Paisagens à margem, no Programa de Exposições do Paço das Artes(2011); Do lugar, na galeria MúltiploEspaço Arte – RJ (2011); Projeto Radiovisual da 7ª Bienal do Mercosul; Incompletudes na Galeria Virgílio (2010) com curadoria de Mario Gioia; Mediações, na Galeria Motor (2010); Vistas a perder de vista, na GaleriaPenteado (2010) com curadoria de Claudio Cretti; entre 5 paredes (2008); 37º Salão de Arte Contemporânea de SantoAndré Luiz Sacilotto; Escola São Paulo; 40º Salão de Arte Contemporânea dePiracicaba; 11ª Bienal de Santos; Programa de Exposições de Ribeirão Preto; 13ºSalão dos Novos de Joinville; IV Território de Arte de Araraquara; e 37º Anual de Artes da FAAP, na qual recebeu prêmio pela obra Domingo (vídeo, 13’31’’, 2005).