Amilcar De Castro / 20 Years Of Galeria Marilia Razuk

Amilcar De Castro

27 de abril a 09 de junho de 2012
Room 1 / Rua Jerônimo da Veiga 131, Itaim Bibi

Opening:

April 26, 7pm-11pm

GALERIA MARILIA RAZUK COMEMORA 20 ANOS COM MOSTRA DE AMILCAR DE CASTRO


Com o mestre Amilcar de Castro (Paraisópolis, MG, 1920 – BH, MG, 2002) a Galeria Marília Razuk celebra seus 20 anos, reafirmando a afinidade entre o artista e a galerista que, ultrapassando a origem mineira de ambos, intensificou-se pelo trabalho desde 1998, convertido em especial amizade. De caráter histórico, o espaço expositivo, com pinturas e esculturas selecionadas diretamente do espólio do artista, possibilita compreender a trajetória e a importância deste que é considerado um dos maiores escultores brasileiros de todos os tempos.  


Esta comemoração da galeria proporciona ainda ao visitante a rara oportunidade de ver reunidas todas as 140 formas de “corte e dobra” (esculturas de 23 cm de altura, em metal, SAC 41), série que celebrizou Amilcar de Castro, a partir dos anos 60, quando o artista abandonou a solda e passou a cortar e dobrar as chapas de ferro. Sobre o aço, costumava dizer: "depois de quente fica macio como manteiga".


Segundo Tadeu Chiarelli pode-se notar pelo “corte e dobra” a característica mais marcante dos trabalhos de Amilcar de Castro. O crítico ressalta no livro Amilcar de Castro Corte e Dobra, editado pela Cosac & Naify (2004) que estas formas bidimensionais anônimas e fechadas em si mesmas (o retângulo, a circunferência) são transformadas por uma ação. “Uma ação que,rompendo a inércia da forma-matriz, projeta-a para o tridimensional, transformando-a e transformando o espaço ao redor”. 


Com todos os trabalhos provenientes do Instituto Amilcar de Castro, Nova Lima (MG), a mostra, que traz texto crítico de Thaisa Palhares, reúne ainda 13 grandes telas e mais sete esculturas de aço cortén inéditas ao público paulista. 


O conjunto de esculturas, de invenção formal e matriz construtiva produzidas por este que foi um dos líderes do movimento neoconcreto, evidencia o encontro íntimo entre o gesto e a matéria. Já as suas telas revelam a força de seu desenho de origem gráfica, decorrente de sua trajetória na imprensa brasileira, de 1953 a 2002, na qual Amilcar fez história, ao renovar o visual de vários veículos impressos. Ele costumava repetir que escultura e desenho estavam estritamente ligados e que o diagramador deve muito ao escultor e ao desenhista. Pois Amilcar foi mestre em todas as instâncias.